fúcsia

Em meio a tantos desencontros o meu coração te escolheu. Então enlaça a tua mão na minha. Amarra o teu destino ao meu e inflama o meu querer. Porque só você aquieta o meu desassossego (...) Deixa o futuro contar a nossa história. Porque às vezes, a única arma que a gente possui é o coração. Então se entrega. Deixa a intimidade desconstruir essa obviedade de tudo que sempre foi tão recíproca em nós. Porque para cada desavença haverá uma bandeira branca.

E então, que seja amor. Mundo afora e mundo adentro.

feito luz

Te guardei em cada suspiro empoeirado que o destino conservou em segredo. Te pintei com as minhas lágrimas e te preenchi com os meus vazios. Eu te guardei no avesso do mundo. E continuo aqui rabiscando versos avulsos pra aprisionar você.

Você: minha válvula de escape pra eu me afogar em mim mesma (..)

Faça alguma coisa para me (de)ter

Te quero tão bem. Te quero também...

lusco-fusco

(...) Então a gente esboça um sorriso no peito. Tira a lama das veias. Ajeita a carga nos ombros e aceita a luta. Porque é preciso colocar os pés na estrada, e dessa vez, eu vou estar bem por mim mesma.

feliz ano velho

Então é isso. Uns dias ainda. Uns dias mais pra se chegar ao fim da estrada (...) Será mesmo? O tempo sempre foi esse fio de alta tensão. A minha desculpa pras falhas. O meu redimir praquilo que não se pode mais pedir perdão. E confesso que este ano quase me rendi à sua imobilidade. E as consequências impiedosas de um amor imprudente. Foi preciso por vezes, ser mais vertical do que o meu próprio equilíbrio permitia. E lutar, resistir, contra todas essas possibilidades que abrem infinitas suspeitas por dentro e desajustam tudo... E cá estou mais um ano seguido, com o coração no lugar, desejando que este caminhar seja assim sempre leve. Mesmo que insano. Mesmo que desmedido. E que os calendários cheguem sempre assim, despretensiosos...

fogo por fogo

Eu sempre tentei ser mais sonora do que o meu próprio silêncio pra não sucumbir na tristeza que é ser sozinha. Entende? Só que a gente só cresce quando assume a responsabilidade de ser quem a gente realmente é. E eu continuo aqui cheia de defeitos. Às vezes me deixo arrastar por entre essas brevidades de alguns intervalos em que eu paro pra olhar com menos susto o quão assustador isso tudo ainda me soa. Como se eu pudesse assim, me manter na superfície disso tudo. Como se eu ainda pudesse deixar os limites todos claros outra vez. Como se o tempo ainda esperasse pra ser tempo. E não cura, não bálsamo, não espera ou desculpa. Só tempo (..) Então eu abro a janela, o olho, a alma e o coração pra ver se essa tristeza vira verão e faz sol aqui também...

paródia de nós

Você foi o típico acidente de propósito. Meio esquerdo. Meio errado. Meio como um equilíbrio vertical pra eu nunca precisar colocar os pés no chão outra vez. É que eu sempre fui mais plural sendo sozinha, entende? E eu nunca percebi quando foi que a nossa história me escapou por entre os dedos. Quando foi que eu comecei a entrar no seu jogo pra fazer as minhas próprias regras. Porque eu sempre fui muito pequena e agora o mundo todo parece caber dentro de mim. Consigo até tocar as estrelas mesmo sem nunca ter tido tamanho pra tanto (...) Vem buscar o amor que você deixou aqui no meu peito. Corrompe a métrica do meu compasso e rouba o meu coração só mais uma vez. Sustenta minhas mentiras pra eu poder me convencer da tua veracidade. E me prende, me aperta, me cerca nos teus braços só pra eu nunca mais perder a minha liberdade.

A gente seria a confusão mais bonita se a gente fosse pra sempre.

o último andar

(...)


É só que às vezes, eu ainda gosto de ter o controle sobre determinadas coisas, entende? E no entanto, parece que a única maneira de deixar que uma coisa se eternize, é deixando que ela se vá. Para sempre.