Então... atenho-me a todos os detalhes
Eu: que nunca soube lidar com o que é tangível
E vivo -distraidamente- a cartear com a sorte
Porque o tempo é penhor de calma e tormenta.
E, ás vezes, a gente precisa desancorar de si pra não correr o risco de acabar afogando na superfície de nós mesmos. Entende?
nós
Você é abismo. Eu sou imensidão.
-você: que tem nome do meu poeta preferido-
(...)
Mas o invisível é o que te cega, menino
E teu riso é saudade. E meu desatino.
Mas teu escudo me ataca. E o tempo é pressa e corre por nós.
Porque amanhã é muito longe.
(...)
Você é abismo. Eu sou imensidão.
E nós: covardia.
éter
Vezenquando a gente precisa deixar as coisas se esvaírem. Porque, às vezes, as coisas precisam se esgotar. Como se tivéssemos que renunciar à nossa própria felicidade pra podermos ser um pouquinho mais... felizes, entende?
Porque a gente se finda em si mesmo.
E esse imediatismo sempre estará presente entre nós.
Nós, que sempre fomos tão subservientes ao tempo.
Não é?
Não é?
(...)
Mas eu não sei como "levar isso adiante". Às vezes, é como se eu estivesse atrasada o tempo todo, entende? E sempre parece tarde demais.
Por isso continuo reticente. O silêncio pontua o que eu deveria dizer e eu continuo calada...
É que a gente não conta o que as reticências escondem...
vertente
A confusão
me escorrega do peito e o sossego toma conta do tempo...
As pálpebras
esbarram no sono;
O sorriso vagueia
nos lábios;
A poesia se
esconde nos dedos e me cinge os olhos com um pouco mais de cor
(...)
Deixa essa
alegria nos consumir com sutileza. Porque toda finitude se paga com brevidade e
resistir à luta é um jeito –meio atravessado- de se entregar a ela, não é?
poente
Ô menina, desinquieta esse peito...
O infinito do acaso cabe num instante.
E a felicidade é o mérito imerecido de quem vive essa inconsequência que é ser
(...)
O silêncio é que dá voz pros teus fantasmas...
O infinito do acaso cabe num instante.
E a felicidade é o mérito imerecido de quem vive essa inconsequência que é ser
(...)
O silêncio é que dá voz pros teus fantasmas...
repouso
Estica teus
horizontes pra eu poder te alcançar. Faz do teu coração o teu porto e dos teus
olhos vitrais pro mundo real.
Porque é
preciso tragar a vida com displicência. Entende?
(...)
(...)
Doa-te a ti
mesmo
Veste-te com os teus arco-íris
E cerca-te sempre
de sorrisos pra eu poder sorrir também. Porque o teu riso é palco da minha
alegria.
Mas, entrega-te
aos teus anseios de quando em vez.
Às vezes, é preciso silenciar o coração...
Porque nessa vida também se padece de alegria, menino...
Porque nessa vida também se padece de alegria, menino...
Assinar:
Postagens (Atom)